1 de maio de 2012

Viva o Trabalhador Brasileiro

     
        Com os ciclos da cana de açúcar, do café e do gado, a situação não mudou muito. O Brasil era um país eminentemente rural com os senhores de engenho, os coronéis, os grandes fazendeiros, que usavam e abusavam da mão de obra negra, dos emigrantes e desterrados que aqui abordavam.
        No início do século passado e principalmente no pós-guerra, começou o ciclo da industrialização. A implantação das ferrovias, da indústria de veículos automotores e eletrodomésticos, os manufaturados passaram a ocupar uma mão de obra mais qualificada e as leis trabalhistas, timidamente, começaram a dar mais dignidade ao homem trabalhador.
       Foi nesse período que começou a surgir a classe média, a maioria servidores públicos, ou de bancos privados, gente de curso superior empregada em grandes e prósperas empresas. Mas as elites brasileiras continuaram a dominar a economia na cidade e no campo e se fizeram representar nos poucos partidos políticos onde predominaram até o golpe militar de 1964, quando o País caiu em profundo obscurantismo.  Mas, como diz o ditado, o mundo dá muitas voltas.  Eis que nos anos 80, em plena ditadura, surge um torneio mecânico, oriundo justamente de Garanhuns, região de coronéis, e inicia a maior transformação de classe que esse país já viu. Luiz Inácio Lula da Silva cria, no coração industrial do Brasil, o Partido dos Trabalhadores que se espalhou como rastilho de pólvora por todas as regiões atraindo lideranças operárias do campo e da cidade para uma luta aberta contra a burguesia. Uma luta de propostas, de ideias, de igualdade, não mais de armas e violências.
          O restante dessa história todo mundo sabe. Lula se elege presidente do Brasil e em oito anos promove mudanças tão significativas que fez deste país um dos mais respeitados e ascendentes de todo o planeta.
     O trabalhador brasileiro, em toda sua história, sempre foi explorado. Quando aqui chegaram, os portugueses utilizaram a mão de obra indígena em troca de adornos de menor valia. Depois vieram os  escravos tratados de forma aviltante em troca de alimento, trapos de vestir e senzala para dormir.
     Hoje, não falta trabalho e sim mão de obra qualificada. Mas os institutos federais de educação e tecnologia e as   universidades estão diminuindo esse fosso.  Se dobrarmos nossa produção de grãos de 200 milhões de toneladas ainda teremos mercado externo consumidor. Crescemos tanto e tão rápido, que nossa logística de transporte, portos e aeroportos não dão conta de atender essa demanda. E estamos fazendo tudo isso distribuindo riqueza, diminuindo as desigualdades.
     E quem operou esse milagre iniciado e incentivado pelo presidente Lula ? O trabalhador brasileiro, evidente, do campo e da cidade. Do micro empresário ao caboclo que vive do açaí, essa cadeia produtiva deu uma resposta que as elites entenderam e absorveram. O Brasil é a soma de todos nós, operários, agricultores. domésticas, professores, profissionais liberais, banqueiros. O presidente Lula nos fez ver que se o carro está atolado e cada um empurra em uma direção, ele não vai sair da lama. Mas se a força for unida e conjunta... 
Saímos da pobreza indigente para sermos uma das maiores economias do mundo. Era o Lula lá, e nós aqui, fazendo a  nossa parte.

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